Blog da Santa Myelly

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Campinas, SP, Brazil
Teatro dos vampiros [...]Sempre precisei De um pouco de atenção Acho que não sei quem sou Só sei do que não gosto[...]

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

"Tudo é uma dádiva do universo". (Ken Jr)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Simplicidade "Fernando Sabino"

Cada semana, uma novidade. A última foi que pizza
previne câncer do esôfago. Acho a maior graça. Tomate
previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem,
chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem
problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em
abundância, mas, peraí, não exagere...
Diante desta profusão de descobertas, acho mais
seguro não mudar de hábitos. Sei direitinho o que faz bem
e o que faz mal prá minha saúde.
Prazer faz muito bem. Dormir me deixa 0 km. Ler um
bom livro faz-me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas,
depois, rejuvenesço uns cinco anos! Viagens aéreas não
me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de
idéias!
Brigar, me provoca arritmia cardíaca. Ver pessoas
tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago!
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela
janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano...
E telejornais... Os médicos deveriam proibir... Como
doem!
Caminhar faz bem, namorar faz bem, dançar faz
bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando
fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda
acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
2
Acordar de manhã, arrependido do que disse ou do
que fez ontem à noite, isso sim, é prejudicial à saúde.
E passar o resto do dia sem coragem para pedir
desculpas, pior ainda. Não pedir perdão pelas nossas
mancadas, dá câncer, guardar mágoas, ser pessimista,
preconceituoso ou falso moralista, não há tomate ou
muzzarela que previna!
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras
do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum
celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor prá saúde do que pipoca.
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é o melhor de tudo e muito melhor do que
nada!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Monólogo de Segismundo - Por Dan Stulbach


Ai de mim! Ai pobre de mim! Que pergunto a Deus para entender.
Que crime cometi contra Vós? Pois se nasci, entendo já o crime que cometi. Aí está motivo suficiente para Vossa justiça, Vosso rigor. Pois o crime maior do homem, é ter nascido! Para maiores cuidados, só queria saber que crimes cometi contra Vós, além do crime de nascer. Não nasceram outros também?
Pois se outros nasceram, que privilégios tiveram que eu jamais gozei?
Nasce uma ave, e é embelezada por seus ricos enfeites. Não passa de flor de plumas, ramalhete alado, quando veloz cortando os salões aéreos recusa piedade ao ninho que abandona em paz. E eu, tendo mais instinto, tenho menos liberdade?
Nasce uma fera, Com uma pele respingada de belas manchas, que lembram estrelas. Logo, atrevida, feroz, a nescessidade humana lhe ensina a crueldade! Monstro de seu labirinto!
E eu, tendo mais alma, tenho menos liberdade?
Nasce um peixe, aborto de ovas e lodo, enfeita um barco de escamas sobre as ondas. Ele gira, gira, por toda a parte, exibindo a imensa liberdade que lhe dá um coração frio!
E eu, tendo mais escolha, tenho menos liberdade?
Nasce um riacho, serpente prateada, que dentre flores surge de repente, de repente. Entre flores ele se esconde, e como músico celebra a piedade das flores que lhe dão um campo aberto á sua fuga!
E eu, tendo mais vida, tenho menos liberdade?
Assim, assim, chegando a esta paixão um vulcão, qual Etna, quisera arrancar do peito pedaços do coração!
Que lei, justiça ou razão, pode recusar aos homens privilégios tão suaves e sensação tão única! Que Deus deu a um cristão, a um peixe, a uma fera, a uma ave?

sábado, 21 de maio de 2011

Escreva a Sua História Pedro Bial Composição : Pedro Bial


Escreva a sua história na areia da praia,
Para que as ondas a levem através dos 7 mares;
Ate tornar-se lenda na boca de estrelas cadentes.

Conte a sua história ao vento,
Cante aos mares para os muitos marujos;
Cujos olhos são faróis sujos e sem brilho.

Escreva no asfalto com sangue,
Grite bem alto a sua história antes que ela seja varrida na
Manha seguinte pelos garis.

Abra o peito em direção dos canhões,
Suba nos tanques de Pequim,
Derrube os muros de Berlim,
Destrua as cátedras de Paris.

Defenda a sua palavra,
A vida nao vale nada se você nao tem uma boa história pra contar.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Charles Chaplin


A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.



Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.



Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?

Charles Chaplin

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Serena R. A. Marques |Elite Model's|



"Jamais perca seu equilíbrio, Por mais forte que seja o vento da tempestade"

Luís Fernando Veríssimo"


Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.

É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.

Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.

De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

(Autoria atribuída a Luís Fernando Veríssimo, mas que ele mesmo diz ser de Sarah Westphal Batista da Silva, em sua coluna do dia 31 de março de 2005 do jornal O Globo)